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17 de agosto de 2017

Série Ozark - Blog e-Urbanidade

Ozark, série da Netflix, tem comparação imediata com o cultuado Breaking Bad, disponível na mesma plataforma. Isso se deve a semelhança das suas premissas: a história de sujeitos (e suas famílias) comuns imersos no mundo do crime por escolhas questionáveis, mudando totalmente o conceito de mocinho e vilão nas séries televisivas.

O casal interpretado por Jason Bateman e Laura Linney
Ozark é estrelado por Jason Bateman (também assina a direção e produção executiva) e a ótima Laura Linney. A dupla de criadores Bill Dubuque e Mark Williams (II) vem de parcerias anteriores como O Contador, Um Homem de Família e O Juiz.

O protagonista Marty Byrde é um contador detalhista e chama a atenção do chefão do tráfego após uma consulta profissional. Assim, ele se torna a pessoa ideal para ajuda-los a lavar o dinheiro oriundo do crime. Enquanto em Breaking Bad o personagem principal parte nessa empreitada solitariamente, sem o apoio da família, em Ozark isso já é bem diferente. Dessa forma, a mudança dos Byrdes para a cidade Ozark, um local distante e vive do turismo dos seus lagos, parece ser o lugar perfeito para se lavar dinheiro, rapidamente.

A chegada a Ozark não é tão simples. Entrar ali e apenas lavar dinheiro, desapercebidamente, parece não ser tarefa das mais fáceis. Desde traficantes, bandidos, policiais e batedores de carteira começam a cruzar o caminho da família Byrde.


5 motivos para assistir Ozark


1) O seriado é extremamente bem conduzido. O roteiro tem alguns furos e deslizes, mas podem ser relevados diante da capacidade de prender o telespectador. É um daqueles seriados que bebem da fonte de ter boas viradas a cada bloco de 10 ou 15 minutos. Além disso a mistura da trama principal com a relação familiar e do casal Byrde fazem uma costura perfeita da história do homem atormentado entre a vida e a morte.

2) O cuidado estético é impressionante. Criado em tons acinzentados, mesmo no verão, torna o clima de Ozark perturbador e quase inóspito. Mortes inesperadas, cabeças estouradas a tiros e corpos eletrocutados são muito bem produzidos, tornando o suspense mais verossímil e impressionante.

3) Apesar de Jason Baterman ser a grande estrela, é Laura Liney quem dá um show de interpretação. Só para vê-la nas cenas que misturam ironia em suas falas vale assistir Ozark. Sua capacidade de mudar feições e trazer verdade a relação familiar faz a da atriz um dos grandes acertos da série. É dela os melhores momentos.

4) Alguns episódios são extremamente bem conduzidos. O piloto é um dos melhores já visto diante da capacidade de prender à história daquele contador sem graça a partir dos quinze minutos mornos iniciais.  O episódio final, e mais longo, é capaz de absorver a atenção e ter tantas reviravoltas que é quase impossível se ter certeza sobre qualquer coisa antes dos créditos. Agora, o episódio oitavo que retorna dez anos na trama para explicar como chegaram ali é extremamente bem feito e tem um alinhamento próprio de idas e vindas que tornam um dos melhores de toda a temporada.

5) O tom de discurso político e econômico explicito na cena em que o filho mais novo da família Byrde expõe na escola valeria uma reflexão. O crime organizado e o tráfego de drogas é um problema, mas é, antes de mais nada, um dos grandes geradores de renda em vários países. E em momento de tanta notícia de lavagem de dinheiro na política brasileira, nos informada diariamente pelos jornais, Ozark está longe de ser um ficção.

A Netflix anunciou a segunda temporada de Ozark. Sem dúvida, tem tudo para ser mais uma grande série.

Assistam.

26 de julho de 2017

Friends from College - Blog e-Urbanidade

Série Friends From College
disponível no NetFlix
A comédia Friends From College, disponível no NetFlix, embarca no universo de seis amigos de faculdade que se reencontram vinte anos depois, à beira dos quarenta anos. O motor que estrutura a série é amizade dos velhos tempos nesse novo momento, diante dos antigos ressentimentos, quando dois membros da trupe, o casal Lisa (Cobie Smulders) e Ethan (Keegan-Michael Key), vão morar em Nova Iorque.

Após a leitura de Homens Difíceis - Os Bastidores da Séries Revolucionárias é possível compreender a estrutura da série que toma partido da humanização dos seus personagens, fazendo comédia das tragédias humanas. Enquanto, por exemplo, Love foca na inadequação dos seus protagonistas em viver uma história de amor, Friends From College nos faz pensar nas crises dos quarenta anos, tendo como história principal a infidelidade de Ethan com outra integrante do grupo, Sam (Annie Parisse).

Os criadores Nichollar Stoler e Francesca Delbanco (que interpreta a terapeuta de Sam em alguns episódios) acertam na mistura e na proposta. O roteiro do piloto é bem executado e algumas cenas são realmente hilárias. Incomoda o uso de truques extremos para fazer rir: como a mesa de bolo de casamento que cai e o carro que vai parar dentro da piscina. Aliás, não entendi a função cênica desse último fato.

Também parece desnecessária a paixão escondida de Max (Fred Savage) por Ethan para explicar a proximidade entre eles! Por fim, muito mal resolvida a questão do livro de lobisomem de Ethan no último episódio, porém Friends From College acerta em muitas coisas.

Tirando os pequenos deslizes, a série é divertida e vale a pena ser seguida: são apenas 8 episódios de 30 minutos. As gargalhadas aparecem e os dramas são reais. Por exemplo, quando Sam explica ao terapeuta que o problema dos quarenta anos é o de já ter muitas definições e como lhe dar com elas, realmente expressa um sentimento original da idade.

Além da faixa etária dos personagens que pode ser um atrativo, Friens From College pode ser a oportunidade de rever Cobie Smulders (estrela de How I Met Your Mother) em cena. Ela está bem, tem habilidade para as cenas dramáticas e cômicas, obviamente. Aliás, o elenco, como um todo, é regular, inclusive Nick (Nat Faxon - roteirista de Os Descendentes) e Marianne (Jae W. Suh) fazem muito bem o papel de pícaros.

Dois episódios são imperdíveis: a viagem dos amigos pelas vinícolas e quando Max e Ethan precisam varar a noite para discutir sobre um novo livro do escritor.

Não deixem de ver!


29 de junho de 2017

Livro Homens Difíceis - Os Bastidores das séries revolucionárias - Blog e-Urbanidade

Capa do livro Homens Difíceis - Os
Bastidores do Processo Criativo de
Breaking Bad, Família Soprano, Mad Men
e outras séries revolucionárias -
de Brett Martin
É fato que a tevê estadunidense passou por uma verdadeira transformação nas últimas décadas, chamada Terceira Onda dos Anos Dourados, e é este o tema central do livro Homens Difíceis — Os Bastidores do Processo Criativo de Breaking Bad, Família Soprano, Mad Men e outras séries revolucionárias, de Brett Martin, editora Aleph.

Homens Difíceis está dividido em três partes. Começa trazendo um relato histórico dos primórdios da tevê americana, antecedendo essa Terceira Onda. Assim é possível acompanhar o trajeto, por exemplo, da HBO que se transformou de uma pequena transmissora de filmes nos Estados Unidos em um padrão de qualidade e produção de conteúdo nos dias atuais.

A segunda parte de Homens Difíceis mergulha na trajetória dos showrunners. Enquanto no cinema quem manda é o diretor, nessas grandes séries a palavra final é desses showrunners, normalmente roteiristas de formação. E uma longa trajetória de David Chase, criador de Família Soprano, é apresentada, contando todos os percursos para se chegar ao grande sucesso que deu início a essa Terceira Onda.

Ainda fica o destaque para algumas séries que apareceram nesse período, liderada por outros grandes showrunners, tais como, Six Feet Under (A Sete Palmos), The Wire (A Escuta), Dexter, Damages e muitos outros.

Depois de certa pavimentação deste universo composto por séries com homens e mulheres difíceis, com questões morais e éticas questionáveis, nascem séries como Breaking Bad e Mad Man, finalizando a última parte do livro.

Homens Difíceis é um livro minucioso e, algumas vezes, o excesso de detalhes com nomes, fatos e acontecimentos usados para mostrar a qualidade da pesquisa feita gera um cansaço ao leitor. Parece que o grande problema da versão brasileira esteja na tradução, faltando um melhor acabamento literário, a fim de deixar menos confuso.

Dois paradigmas são claramente expostos para mostrar o poder dessas séries e de seus showrunners na tevê e no mercado de consumo de massa e entretenimento. O primeiro é a alteração do entendimento que produção de qualidade não está apenas no cinema, mas é possível também encontrar na televisão. Isso é perceptível na migração de grandes atores para esse mercado.

E ainda,  a mudança do tipo de personagem apresentado nessas séries, ou seja, homens e mulheres que passam a ter o papel de quase anti-heróis diante de suas complexidades pessoais, familiares e profissionais. Basta assistir a primeira temporada, mais especificamente o terceiro episódio de Breaking Bad, para entender como o protagonista pode fritar um traficante com ácido na banheira sem afugentar sua rede de telespectadores.

É verdade que a arte, realidade, cultura de massa, entretenimento não são coisas isoladas e não podem ser julgadas como melhores ou piores. Todas elas são (re)construídas a todo momento pelo movimento da sociedade, dialeticamente (para ser bem acadêmico!)

Esse novo universo, então, composto de personagens cada vez mais humanizados, com várias camadas e vertentes, torna Homens Difíceis um leitura válida. Isso para quem gosta de boas histórias, se interessa por televisão e quer entender como tais níveis de audiência podem revelar a sociedade (sua arte, realidade, cultura de massa, etc) nos dias atuais. E ai, vale dizer que não se limita a compreender apenas o mercado americano, mas sem dúvida o brasileiro que é consumidor deste produto de entretenimento.

Boa leitura.

Capa comum: 368 páginas
Editora: Aleph; Edição: 1ª (4 de fevereiro de 2014)
Idioma: Português

13 de junho de 2017

Transparent da Amazon disponível no Brasil - Blog e-Urbanidade

Transparent chega ao Brasil em plataforma
da Amazon
Finalmente já pode ser vista uma das séries mais comentadas e de sucesso nos Estados Unidos, Transparent (Amazon Prime Video) que conta a história de um pai de família que aos sessenta anos se assume transgênero.

Disponíveis as três temporadas, Transparent levou, por exemplo, o Globo de Ouro de Melhor Ator e Melhor Direção em 2015, após o primeiro ano de estreia, evidenciando a qualidade do show.

Na verdade, o trunfo da série está no universo criado ao mostrar a família Pfefferman e suas disfunções afetivas. Morton (ou Maura) é pai de três filhos que, na primeira temporada, apontam para as suas dificuldades de relacionamento. Em certo momento fica-se na dúvida se o conflito central da série é mesmo a questão do pai ou das relações da família, tanto com seus parceiros ou entre si.

Essas várias camadas e conflitos ficam evidentes, por exemplo, no fechamento do piloto quando Morton aparece a primeira vez vestido de mulher diante de alguém da família e surpreende um dos seus filhos aos beijos com um antigo amor, do mesmo sexo.

Transparent é uma série de 30 minutos e perfeitamente enquadrável como dramédia. A busca pela transparência, ou seja, ser visto como se é de verdade é um tema experimentado pela criadora Jill Soloway, que além de ter assinado séries como Sete Palmos (HBO) e O Mundo de Tara (FOX), passou por situação similar com seu pai. Além disso, quem assistiu essas séries sabe da capacidade da criadora em entender os mecanismos e dramas familiares.

Por fim, vale a pena lembrar que a plataforma Amazon Prime Video está disponível no Brasil para download em celulares e tablets. Infelizmente, a plataforma não está disponível, por exemplo, em Smart tvs. A boa notícia é que está com preços promocionais nesse início de operação.

5 de junho de 2017

Mulher Maravilha - A Super Heroína - Blog e-Urbanidade

Gat Gadot interpreta a Princesa Diana
Demorou, mas chegou a primeira versão de Mulher Maravilha para o cinema, após tantos anos prometido, principalmente, para quem se lembra da série com Linda Carter na televisão, nos anos 80 e 90. A espera valeu a pena!

No dia 01/06/2017, em lançamento mundial, chegou ao cinema o filme Mulher Maravilha - A Super Heroína, estrelado por Gat Gadot, em uma produção orçada em 120 milhões e chega em vários tipos de salas e tecnologias. Em São Paulo, por exemplo, é possível assistir em 2D, 3D, XD, D-BOX, IMAX, 4D e dublado.

Após um rápida participação em Batman vs Superman - A Origem que pouco revelou sobre a atriz Gat Gadot, não há dúvida que a escolha da moça foi certeira. Eficiente e entregue desde as cenas de luta às dramáticas, mostra que a ex-Miss Israel chegou mesmo para fazer história.

Diretora e roteirista de séries de sucesso assinam a produção 

Além de todo o óbvio cuidado técnico da produção, o roteiro é um dos pontos fortes da trama. Allan Heinberg assinou o script depois de estar a frente de seriados como Grey`s Anatomy, Sex and the City, The OC, nosso querido Looking e muitos outros. Assim, fica perceptível a apresentação de uma Diana Prince humana e deusa, muito bem construída em 140 minutos de projeção. Allan também é um conhecido roteirista de histórias em quadrinho.

A diretora Patty Jenkis foi uma aposta do estúdio, após comandar também algumas séries como  Entourage - Fama & Amizade e o longa Monster - Desejo Assassino que deu o Oscar de Melhor Atriz a Charliza Theron em 2004.

Para finalizar,  Mulher Maravilha - A Super Heroína tem uma trajetória positiva, sem ficar nas grandes patinações psicológicas dos seus protagonistas. Tema chatíssimo e repetitivo em quase todas as sequência de super-heróis (Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Besouro Verde e outros).

Obviamente Mulher Maravilha está batendo todos os recordes e vale a ida ao cinema, tanto para quem gosta de blockbuster como quem curte filmes mais bem construídos e histórias potentes.

Não deixe de ver!

30 de abril de 2017

Três séries para quem gosta de boas histórias - Blog e-Urbanidade

Para aproveitar o feriado, vão aqui três dicas de seriados marcantes por boas histórias, excelentes interpretações e produções extremamente bem finalizadas. São eles Olive Kitteridge (HBO), Feud (Fox) e The Big Little Lies (HBO).

The Big Little Lies (HBO)

The Big Little Lies já vale a pena pelo elenco, ao reunir nomes como Reese Witherspoon (imperdível!), Nicole Kidman (talvez seja seu melhor papel até aqui), Shailene Woodley e Laura Dern. No roteiro a história de um grupo de mães de uma escola de educação infantil, onde a aparente vida normal vai sendo desmistificada a medida que as tragédias e os ressentimentos pessoais e familiares vão sendo mostrados, culminando em um assassinato. A trama tem um jeito da minissérie brasileira Rebu, que até certo ponto você não sabe quem morrerá e, muito menos, quem matou.

Adaptado do livro homônimo de Liane Moriarty, sem dúvida é um olhar detalhado sobre a vida da classe média e como um véu de aparência pode mascarar a vida como ela é.

Os episódios foram disponibilizados semana a semana - aliás gosto bastante deste formato -, porém já estão disponíveis os sete capítulo no HBO GO - NOW. Não deixem de ver!

Feud (HBO)

Feud também reúne duas grandes atrizes Jessica Lange e Susan Sarandon vivendo a história de duas lendárias figuras do cinema norte-americano: John Crawford e Bette Davis. Artistas dos anos 1940 e 1950, elas se viram sem grandes papeis em certo momento da vida, assim voltam ao cinema fazendo O Que Terá Acontecido Com Baby Jane?

As rivalidades e admirações mútuas das atrizes carregam um show cheio de bons momentos e ótimas interpretações. Criado a partir de um longa, depois desenvolvido para os sete capítulos, também foi disponibilizado semanalmente na Fox, aqui no Brasil. Está também disponível no Now, neste momento. É muito bom de ver.

Ainda valem duas informações, a primeira é que Feud terá nova temporada, agora irão focar nas rixas do príncipe Charles e Diana. E, por curiosidade, está em cartaz no Rio, neste momento, o espetáculo O Que Terá Acontecido Com Baby Jane? No elenco carioca está Eva Wilma e Nathalia Timberg. Na temporada em São Paulo estavam Eva e Nicete Bruno.

Olive Kitteridge (HBO)

Olive Kitteridge estreou na tevê americana em 2014 e saiu ganhando quase todos os prêmios a partir dai. Estrelado pela sempre ótima Frances McDormand (consagrada na sua interpretação em Fargo), a série apresenta a história de vida de moradores de uma cidade do interior dos Estados Unidos, contado a partir do olhar amargo e duro da professora de matemática aposentada Olive.

Também adaptado do livro homônimo de Elizabeth Strout, a dureza da personagem principal e suas falas cruéis, imperceptíveis por ela mesmo, fazem do show um achado para quem gosta de histórias que mergulham na psiquê. Em certo momento é possível entender aquela mulher e perdoá-la por dizer ou fazer aquilo ou isto.

Como disse, a série não é tão novidade e está sendo apresentada nos canais HBO Max e HBO Max HD nestes dias.

Bom feriadão para todos!

27 de abril de 2017

Silicon Valley - Blog e-Urbanidade

Silicon Valley, disponível no HBO GO,  é uma série imersa nos conceitos e universo geek que, ao primeiro olhar, pode parecer insípido, mas nada disso é o que acontece quando os personagens vão sendo apresentados e as risadas vão sendo soltas.

Richard e seus amigos são aqueles típicos rapazes de garagem do lendário Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde estão a maiores empresas de tecnologia do mundo. O sonho americano de ficar rico de um dia para o outro com um aplicativo é a premissa da série, é a Serra Pelada da moçada.

Parece quase impossível não se envolver com a jornada dos personagens ao fazerem com que a Pied Piper deslanche, daí vale tudo, desde a timidez de Richard, aos amigos com suas diferentes particularidades: Erich (interpretado por T. J. Miller e vem levando alguns prêmios de ator coadjuvante), Jared (protagoniza ótimas cenas usando aquele jargão corporativo) e a dupla Dinesh e Gilfoyle (com suas questões sobre mulher e cidadania).

A quarta temporada está sendo apresentada na HBO e, pelo o que tudo indica, a série tem vida longa. O criador Mike Judge foi um destes jovens do Vale do Silício nos anos de 1980, assim parece que tem bastante prioridade para criar novas histórias desta turma, em conjunto com seus outros roteiristas, John Altschuler e Dave Krinsky.

São boas as tiradas e sátiras dos episódios tanto do mundo do vale, com seus personagens nerds, tanto das ironias do mundo corporativo, por exemplo, as reuniões de marketing feitas em cima de uma bicicleta. Sem falar no papo altruísta de criação de um mundo melhor vinda dos poderosos das empresas, mas que fazem qualquer coisa em favor da vaidade e da riqueza.

Não deixem de ver!

20 de abril de 2017

Love - série nada convencional da Netflix - Blog e-Urbanidade


Love, a série disponível no NetFlix Brasil, tem uma tarefa bastante inovadora, mostrar como nem sempre o amor tem um caminho fácil. A desequilibrada Mickey (Gillian Jacobs) e o geek Gus (Paul Rust) se encontram ao final do piloto, após o término de duas relações nada saudáveis, e o casal improvável vai se mostrando provável.

Então, não espere música ao fundo e olhares lânguidos e românticos. Aliás, o encontro do casal apenas na última cena do piloto dá o tom da série: inovador, inesperado, dramático e, porque não dizer, divertido.

Para Love o que une as pessoas nem sempre é belo aos olhos, inclusive pode ser a carência. O clima (quase) depressivo alinha o percurso dos personagens, comum na linguagem do diretor Judd Adatow que também assinou as comédias O Virgem de 40 Anos e Ligeiramente Grávidos.

Gus é um cara simpático, nem sempre feliz, nada bonito, mora em um condomínio cheio de gente estranha e se encontra com os vizinhos para fumar maconha e criar a música final de um filme qualquer. Nada convencional, certo? Ele é professor da estrela infantil de um seriado de tevê que protagoniza algumas cenas que satirizam o mundo glamouroso da séries americanas. Lá pelas tantas, cair nos braços de Mickey é quase um grito de socorro diante de tantas desventuras na vida.

Mickey é a antítese da moça romântica e que alguém gostaria de ter ao lado. Frequentadora dos alcoólatras anônimos, detestada por todos os ex´s, tem um trabalho nada legal em uma rádio que oferece conselhos sentimentais e anda sempre arrastada. Gus não tem absolutamente nada a ver com ela, até que a carência bate e ai, o drama da moça é aquele de minha-vida-precisa-dar-certo-com-alguém.

Na minha opinião Love é uma das séries românticas mais originais que já vi e reflete o (não) romantismo da geração dos anos 70 e 80.

Vale assistir.

4 de março de 2017

The Crown - o novelão da Netflix - Blog e-Urbanidade

A série The Crown da Netflix começou o ano muito bem, levou o prêmio de melhor atriz em drama (para Claire Foy que interpreta a rainha Elizabeth II) e melhor série em drama no Globo de Ouro 2017. Também tem levado alguns prêmios o ator John Lithgow pela sua interpretação incrível de Churchill. E mais, o criador e roteirista da série é Peter Morgan que roteirizou o A Rainha que deu um Oscar para atriz a Helen Mirren.

Vamos então a cinco motivos que The Crown deve ser visto:

1) Com grandes interpretações, além das premiadas já ditas na introdução - mesmo achando que Lithgow mereça realmente muito mais prêmios pela sua atuação, o seriado é um primor na construção feita pelos atores. Desde as crianças aos mais velhos, chega a impressionar em vários momentos.

2) Sinceramente, em alguns momentos achei o roteiro meio novelão de Manoel Carlos! Até porque os episódios são construídos a partir dos dramas pessoais da rainha. Mesmo vivendo em um momento de grande eferverscência na história mundial a partir de 1947, o roteiro está focado nas relações familiares e pessoais dos seus personagens: entre o rei Philip e sua esposa, as duas irmãs rainha e princesa e, até mesmo, em um dos melhores episódios quando a mãe-rainha reclama da "vida" que perdera com a morte do rei George VI (aquele gago que também teve sua história contada no cinema em um Discurso do Rei vivido por Colin Firth).

3) A produção é refinadíssima com ótimos figurinos, cenários e locações. Fala-se que é a série mais cara da tevê atualmente. Parece mesmo ser verdade diante das imagens.

4)  A história deve continuar e a gente espera mesmo que isso aconteça. Falam em mais duas temporadas, sendo que a segunda retratará a juventude do rei Charles que está na infância, nessa primeira fase. Aliás, já é apresentado um pai Philip rígido com seu filho. Em certo momento Philip diz que o garoto é sensível demais. Será que vão tirar o moço do armário?

5) O que mais achei interessante ao assistir The Crown é o de acompanhar uma história com personagens reais e, que de alguma forma, está próximo da gente. Elizabeth II ainda está aí com sua família e filhos. E vale sempre fazer buscas na internet para saber o fim de determinado acontecimento ou personagem. É o spoiler histórico!

Espero que gostem!

8 de janeiro de 2017

Please Like Me - seriado australiano no NetFlix - Blog e-Urbanidade

Divulgação
Férias tem destas coisas, tempo livre para zapear os canais e filmes do NetFlix. Foi assim que cheguei em Please Like Me, seriado da tevê australiana que tem um humor refinado, mesmo tocando em assuntos nada leves, como suicídio, rejeição, separação, morte e preconceito.

O primeiro episódio dá logo o traço principal que seguirá pelas três temporadas que estão disponíveis no NetFlix, a história de um rapaz que chega aos vinte um anos e termina o namoro com uma menina que, além reclamar da falta de comunicação do casal, ela diz que Josh (Josh Tomas) é claramamente homossexual. Josh é fruto de uma família de pais separados, o pai é casado com um tailandesa em uma relação longe de ser afetiva e a mãe acaba de cometer suicídio.

Todos esses temas vão sendo apresentados, como a dificuldade de Josh se auto-aceitar, a relação conflituosa com o "namorado" Geoffrey (Wade Briggs), as inseguranças da sua mãe depressiva, a relação entre religião e amor, muito bem apresentada na cena em que tia Peg (Judi Farr) protagoniza na igreja, após o pastor condenar as relações homo-afetivas. Na minha opinião, um dos pontos altos da primeira temporada. Também é preciso falar que tia Peg protagoniza as melhores e mais deliciosas cenas dessa fase, incluindo o último episódio.

Por que vale a pena assistir Please Like Me, além desta introdução inicial? Primeiro, Josh, protagonista, é também o ator, roteirista e diretor do seriado. Assim, o personagem principal homônimo é claramente autobiográfico, dando aquele mesmo sentimento de proximidade entre ficção e realidade presente, por exemplo, tão fortemente em livros com a série A Minha Luta (Minha Luta 1Minha Luta 2). Isso representa aquela máxima que o local sempre é global, além de uma baita coragem do criador.

Outro fator que para mim é fundamental em qualquer seriado: episódios curtos, em torno de 25 minutos. Eu tenho muita preguiça em assistir episódios longos e isso me motiva bastante em seguir em frente, principalmente de ter avançado pelo primeiro capítulo.

Confesso que fiquei um pouco incomodado com a incapacidade do roteiro ser construído sem mergulhar de cara nos conflitos, pois muitas vezes eles são apresentados e tratados de forma rápida. Mas, isso vai sendo desconstruído (e entendido) assim que os episódios vão sendo mostrados. E isso passa ser o ponto alto do roteiro, ou seja, os conflitos são tratados sem linearidade, assim como acontece na vida da gente, afinal muitas vezes a gente tenta fugir deles e vai tocando em frente. E o humor é fundamental para essa forma de ir vivendo e não mergulhando nos conflitos. Com certeza, isso torna o seriado genial. (Digo ainda que me identifiquei com essa "forma" de viver de Josh e sua família).

O seriado foi apresentado na Austrália e Estados Unidos em 2013, primeira temporada, e as sequências seguintes nos anos consecutivos. No Netflix chegou em novembro de 2016 com a apresentação das três temporadas, já com anúncio da quarta nos Estados Unidos.

Please Like Me é um achado para quem gosta de boas histórias, comédia leve, dramas pessoais bem construídos e, de alguma forma, se identificar com os conflitos de se achar estranho em algum momento da vida. Uma mãe depressiva, uma madrasta tailandesa e um filho gay são para lá de um mergulho na diversidade presente no mundo de hoje, e Please deixa claro que não adianta fechar os olhos para isso.

Assistam!




26 de novembro de 2016

Por que Black Mirror está fazendo sucesso? - Blog e-Urbanidade

Black Mirror
Porque trata do impacto da tenologia levada ao extremo, nos deixando ao final sempre incomodados como fatos e atitudes simples do nosso cotidiano e suas possibilidades.

A primeira vez que assisti foi por recomendação de um amigo. Segundo ele, era um seriado não muito conhecido, perdido no mundo Netflix, porém era bastante inteligente e impactante. Assim, vi  o primeiro episódio tratando do sequestro em que o primeiro ministro da Inglaterra tem como salvar a vítima, fazendo sexo com um porco. Quando os créditos subiram, estava perplexo!

Depois, no trabalho, um colega me sugeriu o episódio Urso Branco. Confesso que foi o programa que mais mexeu comigo. Terminei abismado e pensando no processo criativo dos roteiristas. E o pior, imaginei que tudo aquilo poderia ser verossímil em um futuro muito próximo.

Agora chegou a terceira temporada e vi elogios em colunas de jornal e editoriais espalhados. Assisti o primeiro desta nova safra, Nosedive. O roteiro conta sobre um mundo fictício (será?) que todo mundo recebe avaliação de 1 a 5 estrelas. Como o mote do programa é sempre levar seus temas ao extremo, como seria um mundo que se até para alugar um carro você precisasse de uma nota mínima? Assim, até pra xingar alguém seria uma tarefa impossível, criando-se um mundo à parte. Crimes seriam dizer o que pensa.

O título Black Mirror vem do espelho negro dos smartphones e tablets que vem sendo usado e se tornando quase universal nos dias de hoje. Diante de tantas novidades e possibilidades não é difícil sair sem ser mexido pelas histórias. Por isso recomendo a ser assistida em pílulas homeopáticas, pois as histórias são tensas e não palatáveis, porém inteligentíssimas.

Recomendo!

21 de junho de 2016

Sense8 - imperdível - Blog e-Urbanidade

Os amigos mais próximos sabem da minha impaciência para acompanhar seriados e suas longas temporadas na tevê. Me atrevi a assistir algumas, fiquei até o fim em poucas e várias, deixei pelo caminho. Porém, depois de falarem tanto no tal do Sense8, resolvi investir. E só parei quando os últimos créditos do episódio 12 apareceram.

Sense 8 
Sense8 é uma produção da NetFlix que reúne o que há de melhor: dirigida, escrita e produzida pelos irmãos Wachowskis (saga Matrix) e por J. Michael Straczynski (Babylon 5). Partindo do conceito da ressonância límbica (capacidade que os mamíferos têm de entrar em sintonia com as manifestações internas do outro), oito pessoas espalhadas pelo mundo se conectam a partir da morte de Angélica (Daryl Hannah). Diante da fraqueza de cada um, eles vão se tornando fortes a partir da força do outro, por uma conexão desconhecida, revelada aos poucos.

O que é fantástico em todo o texto é a construção profunda dos personagens, com seus pontos fortes e fracos.

Rilley (Tuppence Middleton) é a mocinha, fraca, cheia de conflitos, mas determinada em muitos momentos, começa vivendo na fria e cinzenda Londres e se apaixona por Will.

Will (Brian J. Smith ) é o mocinho, determinado, forte, corajoso, atormentado pelo esteriótipo do pai e mora em Chicago.

Wolfgang (Max Riemelt) é frio e destemido, por isso mora na fria Berlim. No último episódio se revela impressionantemente frio (!!!!!!). Muito interessante o contraponto romântico dos roteiristas, criando uma paixão entre ele e Kala.

Kala (Tina Desai) seu ponto forte é a fé, mas é cientista e vive a crise da possibilidade de um casamento não desejado, cheio de intolerância religiosa  e mora na Índia.

Capheus (Aml Ameen) é o cara esperto e que mora Quênia, quase um brasileiro, trabalha para comprar os remédios da sua mãe, dirigindo pela cidade.

Sun (Doona Bae), coreana, boa de luta, tem tudo para ser a mulher frágil e rejeitada, mas é a grande lutadora e sempre presente nas melhores cenas de ação.

Nomi (Jamie Clayton) é transgênero e mora, claro!, em São Francisco. É interpretado por um ator também transgênero, é hacker e tem uma relação com uma mulher.

Lito (Miguel Ángel Silvestre) é o machão, dramático, por isso seu personagem está na cidade do México. Ator de novela mexicana interpretando personagens viris e vive uma relação com um rapaz sensível.

Neste emaranhado de personagens, com níveis e subníveis dos personagens e histórias, Sense8 tem momentos espetaculares. São lutas, para quem gosta de ação; excelentes textos que vão desde questões afetivas e pessoais a diferenças culturais. Fique de olho, por exemplo, no episódio que há uma grande discussão sobre o amor e relacionamentos quando Lito se separa (maravilhoso!). Para os mais afoitos, fique de olho na cena de sexo grupal entre alguns dos sensates.

Tudo bem que o telespectador tem que ter mente aberta, já que mais um dos trunfos do seriado é da impossibilidade de limites, trazendo à discussão questões como homofobia, intolerância a grupos minoritários (gays, negros, mulheres e religiosos). E isso fica bem perceptível quando a gente ri do diálogo entre Lito e Will ao defender que eles já se conhecem, no último episódio.

A segunda temporada está chegando. Quem não assistiu, não perca tempo, mas recomendo começar a assistir no fim de semana, do contrário poderá ficar preso até alta madrugada e o seu dia seguinte estará comprometido (digo por experiência própria!)

Pra terminar, Sense8 é uma bela oportunidade de fazer o que Capheus explica para Rilley em um dos seus encontros. Como é possível um sujeito tão pobre não ter uma boa cama, mas comprar uma tevê de última tecnologia e assim ele explica: a cama deixa o cara no Quênia e a televisão o leva para longe do Quênia. E como estamos precisando disso nestes dias...


16 de julho de 2015

Grace e Frankie - Blog e-Urbanidade

Grace e Frankie
Existem receitas que inevitavelmente darão certo, correto? Nem sempre isso é verdade, basta observarmos a novela que está no ar, Babilônia. Introdução nada a ver, para falar da bem sucedida união das roteiristas Marta Kauffman  de Friends e Howard J. Morris  de Home Improvement e das duas atrizes Jane Fonda e Murphy Brown.

O seriado Grace e Frankie visto no Netflix voltará em 2016 em segunda temporada, unindo elenco afinado, diálogos inteligentes e afiados. O programa ainda recebe dois atores de peso: Sam Waterston e Martin Sheen.

A história diverte já na sinopse, pois trata-se de dois casais juntos há mais de quarenta anos e de repente os maridos assumem a sua relação homoafetiva de vinte anos. Assim, começam jantares e a preparação do casamento dos dois, enquanto as ex-esposas amargam a rejeição, com ótimos momentos.

O tom de comédia, às vezes, avança num tom melodramático, mas salvam os textos e a busca das mulheres setentonas pela reconstrução das suas próprias histórias fora do casamento fracassado. Fato que as criadoras tomam partido o tempo todo, diante das imagens de Fonda e Brown.

Sheen e Waterston também estrelam bons momentos com a sua história de amor insólita, mas verossímil e bonita. Não espere uma teledramaturgia previsível e esquemática.

Preparem-se, divirtam-se e vale o programa. Porém, é necessário ter Netflix.

9 de dezembro de 2013

Série Scandal - Blog e-Urbanidade

Série Scandal com Olivia Pope
É verdade que os seriados americanos estão cada vez melhores e é fascinante a forma como roteiristas e diretores sabem criar boas histórias, com ganchos incríveis e que nos prendem enquanto existir história. Essa introdução é pra falar de Scandal que conta a rotina de uma advogada, Olivia Pope, e seu escritório que tem a meta de esconder os escândalos que passam pela Casa Branca.

Uma simpática e novelesca história de amor acontece entre a estrela e o Presidente dos EUA para alinhavar os acontecimentos e capítulos. Talvez seja um dos seriados que mais sabe mostrar uma protagonista forte, mas cheia de elementos que a humanizam. Tais como vingança, amor e o de acreditar nos clientes intuitivamente.

Terminei a primeira e curta temporada e embarquei na segunda. Felizmente, comprei as duas juntas, pois o último episódio da primeira temporada nos deixa com tantas dúvidas que é desumano. A terceira está na tevê e acaba de ser reduzida não por falta de audiência, mas por causa da gravidez da protagonista que está difícil de esconder diante das câmeras.

 Sugiro assistir pela tevê ou baixar da internet. Recomendo!

15 de novembro de 2012

Once Upon a Time - Blog e-Urbanidade

Série Once Upon a Time

É verdade que os americanos sabem, como ninguém, inventar boas histórias para criar seus programas de tevês. Há muito tempo as simples comédias de situações deixaram de ser as fontes inspiradoras para os seriados, tais como Seinfeld, Friends e Will e Grace, líderes de audiência dos anos 90. As novas produções apostam em vampiros, casos policiais, relações familiares e, agora, os contos de fadas.

A série Once Upon a Time parte do pressuposto de que a Rainha Má, aquela que deu a maçã para a Branca de Neve, ao ver seu mundo cair com o despertar da princesa e o casamento dos mocinhos, decide lançar mão de uma maldição: trazer todos os personagens dos contos de fadas para um mundo sem final feliz, ou seja, o nosso mundo “real.

Então, aportam numa cidade americana todos os personagens dos contos de fadas e que fazem parte da fantasia universal. Ah, já ia esquecendo de dizer, existe uma pessoa que pode acabar com esta maldição, a filha de Branca de Neve (Ema) que foi transportada para nosso mundo antes que a maldição chegasse a ela.

Assim, vou listar algumas coisas que gostei ou não no programa.

Pontos positivos:

- A originalidade da história e a amarração dos contos de fadas são espetaculares, ou seja, Branca de Neve, Bela Adormecida, Pinóquio, Chapeuzinho Vermelho etc e tal, todos eles, se cruzam em histórias comuns. Roteiristas muito criativos!
- A produção do mundo da fantasia é semelhante a filmes caríssimos, apesar de, em muitos momentos, o chroma key estar muito evidente.
- Assistir aos seriado não deixa de ser um “revisitar” às nossas fantasias e histórias ouvidas na infância, mesmo possuir algumas adaptações e o programa inovar em finais e percursos.
- Foge daquela construção clássica das histórias: mocinhos como exemplos e vilões sempre errados. Aliás, desde que Carminha de Avenida Brasil se salvou, percebo isso cada vez mais frequente nas histórias. Assim, em Once, a Rainha Má nem sempre é uma pessoa tão perversa e a(s) mocinha(s) e o(s) mocinho(s) são de dar nos nervos e, nem sempre, não questionáveis. Definitivamente, está na moda a redenção dos vilões.

Pontos negativos:
- Como em muitos filmes americanos e lembro me agora daquela série Heroes, de alguns anos atrás, demora-se demais para entrar na história, se afundando horas e episódios em apenas crises existências e chatas dos protagonistas. Sinceramente, continuo achando a personagem principal, Jennifer Morrison (Ema), uma chata de galocha. Esta mais para anti-herói.
- Os três primeiros episódios são de desanimar qualquer cristão de continuar na sua peleja. Mas, se passar ileso por lá, é possível ser fisgado pela história, que parece mesmo emplacar na segunda temporada.

Recomendo pegar numa locadora ou usar de artifícios nada louváveis para assistir o seriado, mas vale a pena. Não chega a ser um daqueles programas imperdíveis, mas pode ser uma boa diversão, por exemplo, para um feriadão como o que iniciamos hoje.

21 de outubro de 2012

De Revenge lá vamos nós - Blog e-Urbanidade

Acabou. Reclamamos, falamos, mas estávamos todos lá na sexta-feira assistindo o último capítulo de Avenida Brasil. Assim que o programa estreou falei por aqui da qualidade de mais uma produção da rede Globo. Além de uma direção inovadora e fotografia extremamente competente, o texto de João Emanuel funcionou muito bem. Deu visibilidade para o elenco e fez uma novela de alta qualidade. Obviamente, nos últimos dias o rapaz andou dando umas escorregadas, tais como, a de Nina não ter a fotos gravadas em um computador, da mocinha ser sempre chamada para ir salvar a todos, etc e tal.

Mesmo assim, o final dado pelo autor foi surpreendente, pois saiu daquele gênero comum da mocinha se salvar e a vilã, nesse caso Carmen Lúcia interpretada por Adriana Esteves, se dá mal ou morre no final ou amarga numa prisão, lavando chão. O perdão amarra as pontas e deixou muita gente sensibilizada diante do textos e das melhores interpretações vistas na tevê brasileira nos últimos tempos. Várias coisas podem ser destacadas, por exemplo, no último capítulo. Mas, foi de chorar aquela cena em que Carmen tenta pedir perdão para Nina, no primeiro bloco. E a cena do abraço entre mocinha e vilã no jantar final.

Só para terminar o assunto Avenida Brasil, é engraçado como o autor sambou mesmo na cara de todos nós. O que foi aquela história da chupetinha do Adauto? Uma verdadeira viagem e seria totalmente inverossímil se não fosse levada com tanta verdade pelos atores envolvidos. Isso comprova que um bom texto, elenco comprometido e direção atenta fazem qualquer bobagem ficar real. Parabéns!

E como já resolvi não me envolver com os 2.456 personagens criados pela Glória Perez em Salve Jorge, aliás sempre que vejo a apresentação da novela, me pergunto: sobrou algum ator na Globo sem emprego? O elenco tem 90 atores e atrizes contra os 35 que tinha em Avenida Brasil... Então, voltando as vacas frias, resolvi entrar no mundo da vingança americana. Comecei a assistir Revenge, história parecida com a de Nina e que muita gente dizia que era cópia do João Emanuel. Mas, trata-se da menina que volta para a cidade para vingar a morte do pai. Bom, pelo primeiro capítulo, a personagem principal logo diz: essa não é uma história de perdão. Então, vou lá, entrar de cabeça.

Gosto das atrizes que encabeçam o elenco, Emily VanCamp, a menina de Brothers&Sisters e a linda Madeleine Stowe como a grande vilã e antagonista. Vou contando para vocês. Já que Carminha não habita mais entre nós.

30 de outubro de 2010

No Ordinary Family - Blog e-Urbanidade

Se você é como eu que se sente órfão de uma boa história de heróis, voos e muitos efeitos especiais, desde o fim de Heroes, prepare-se para conhecer No Ordinary Family.

No Ordinay Family
Aliás, devo dizer que ficamos solitários desde a terceira temporada de Heroes que a falta de ação e aquela história toda complicada de relacionamentos e fugas foi enchendo os pacovas.

Na história uma família sofre um acidente de avião aqui no Brasil, mais exatamente em Belém do Pará, e passam a ter super poderes. O pai interpretado por Michael Chiklis (o Coisa de O Quarteto Fantástico) fica forte e consegue dar grandes saltos, uma versão soft do personagem desse filme. A mãe vivida por Julie Benz fica ágil e consegue terminar os serviços caseiros em menos de cinco minutos. Também é uma atriz bem conhecida pelos amantes de seriados americanos, tais como, Dexter, Angels e participações em CSI e Desperate Housewives.

A filha começa a ler pensamentos e o filho, um adolescente medíocre na escola, se torna um expert em cálculos de física e trigonometria. Também são dois atores conhecidos por outros trabalhos.

O seriado tem emoção, além de estar naquela fase de relações complicadas entre a família com os poderes que apareceram momentaneamente e precisam saber controlá-lo. Não chega a ser cheio de dramas psicólogicos como Heroes que pareceu ser o seu grande diferencial e que lhe fez afundar. E espero que No Ordinary Family não fique só envolvido com os dramas familiares.

A semelhança com a história do desenho animada Os Incríveis chega a impressionar, mesmo sabendo que alguns poderes são diferentes nessa versão para a tevê. Mas, por isso, interessei-me pela série que vale a pena ser vista.

Como estreiou em agosto nos Estados Unidos, aqui no Brasil passou a ser transmitida desde o início do mês, por isso ainda estamos no terceiro episódio. Mesmo assim, parece que a história vai mesmo emplacar pelos bons sinais de mistura entre a vida familiar e o uso da força contra o crime pelos personagens.

Prometo contar mais das minhas impressões por aqui! E não deixe de ver!

12 de setembro de 2010

Edie Falco é Nurse Jackie - Blog e-Urbanidade

O Emmy, a maior premiação de TV americana, é um programa que gosto sempre de fazer. Portanto, este ano algumas coisas eu esperava e outras foram pura novidade.

Realmente, mesmo adorando Glee, como diz um amigo meu, o seriado anda ficando meio chatinho. Ele até disse que está com medo de sair do ar, muito mais rápido do que a gente imagina. Espero que esse rapaz esteja errado em suas previsões!

Como não tenho bola de cristal e muito menos entendo a cabeça dos empresários americanos, gostei de ver Modern Family ser premiado várias vezes, inclusive como Melhor Seriado de Comédia. É um seriado muito simpático e gosto dos programas com piadas tipicamente americanas. O humor irônico anglo-saxônico sempre foi meu preferido. Melhor do que o jeito escrachado de fazer rir à brasileira, dos tempos da chanchada; mas isso é outro assunto...

Muito bem, mas o motivo do post e da foto acima, é que eu não tinha ainda assistido nada de Nurse Jackie. A atriz levou um dos maiores prêmios da noite no quesito comédia, até por que não entendo o motivo do programa estar dentro dessa categoria. Tudo bem que não seja um drama, mas também o contrário me parece bem complicado.

Gravei alguns episódios e já assisti dois. Se gostei? Ainda tenho que ver mais, pois acabei pegando a segunda temporada em diante. É bom, a atriz realmente defende bem o seu papel - por isso, levou o prêmio de Melhor Atriz no Emmy. Não chega a ser um seriado com boas piadas e nem de situações, como consegue fazer com maestria Modern Family e Glee. Acredito mais que trata de todos os temas com um certo drama leve...

Vou assistir mais e futuramente conto mais sobre Nurse Jackie.

21 de dezembro de 2009

Ciquentinha - Crítica - Blog e-Urbanidade


A tão comentada e esperada série brasileira, A Cinquentinha, de Aguinaldo Silva e Maria Elisa Berredo, foi uma boa surpresa para o fim do ano de 2010 e foi grande a expectativa na teledramaturgia brasileira.

Além da escalação do elenco feita pelo diretor Wolf Maia, que sempre dá o que falar, a grande novidade foram dois personagens gays que também não deixaram por menos as confusões do programa.

Leila Fratelli vivida por Ângela Vieira teve os melhores momentos da série. Lésbica e para lá de linda, pegou Mariana, vivida por Marília Gabriela, e nos divertiu ao levar um “boa noite, Cinderela” e acordar hetero.

Sobre a personagem, Silva disse ao jornalista Dolores Orosco, do G1, que cercou-se de todos os cuidados ao criar Leila. “Ela tinha que ser bonita, segura de si, não lembrar em nenhum momento o estereótipo do que se conhece como ‘sapatão’. E tinha que ser uma atriz de grande personalidade, como é o caso da Ângela Vieira. Acho que isso ajudou os telespectadores a aceitá-la, sem maiores contestações”, complementa o autor.

Outra novidade esperada foi o Carlo Berganti, interpretado por Pierre Baitelli. Papel negado inicialmente por Reinaldo Gianecchini, trouxe a telinha um vilão gay. Segundo Aguinaldo, o personagem foi criado porque a tevê está pasteurizando demais os homossexuais, “estavam ficando héteros”. E completa: “existem gays assim. Mas os gays, como os não-gays, não estão submetidos a nenhum padrão de comportamento. Acima de tudo, eles são criaturas, pessoas, e cada pessoa é uma pessoa. Existem as boas, as mais ou menos, as más, as perversas, as psicopatas... Então, pra quebrar essa corrente positiva de gays bonzinhos na televisão, resolvi fazer um deles mauzinho. Aliás, não apenas mauzinho: péssimo!”

Já se fala de uma segunda temporada para a série, a expectativa e interesse da Globo é que seja já para abril de 2010. Quem gostou, é hora de aguardar e se divertir. Afinal, como disse o autor, este é um dos melhores textos dele. E disso, ninguém tem dúvida.

Publicado no Parou Tudo

10 de dezembro de 2009

Ciquentinha - Série - Blog e-Urbanidade

Está tudo certo!

Cinquentinha demorou, mas chegou chegando.

Diante de tantos comentários sobre a escolha de elenco, a série conta uma divertida história de três mulheres, que para garantir cinquenta por cento da herança do falecido marido, terão que se aproximar e fazer com que a empresa cresça.

Preciso dizer que o forte do programa é o texto. Olha, todo mundo sabe que adoro isso e fico de olho mesmo. Também tenho uma admiração silenciosa pelo autor Aguinaldo Silva. Não é puxasaquismo!

Dia atrás, no blogão dele, Aguinaldo falou que trata do seu melhor trabalho. Como ele não é nada humilde, não duvidei, mas fiquei na minha. Quando comecei a assistir, não vacilei mais.

A história é bem amarrada, os dramas paralelas muito bem construídos e o TEXTO - de novo o texto, ah! o texto!!!! – FANTÁSTICO! Eu que gosto de tevê e de escrever pra ela, fico de olho na envergadura do texto, naquilo que falam: caber, na medida, da fala do ator. Qualidade pra lá comprovada, por exemplo, por Manoel Carlos.

Ciquentinha vale a pena! É realmente o melhor trabalho de Aguinaldo e Wolf Maia. É uma das boas novidades na tevê neste fim de ano.

Falando em Aguinaldo e poderia parecer puxasaquismo, eu passei na primeira fase do concurso dele para autores de novela, a Master Class (selecionados para o curso com o próprio Aguinaldo para elaboração da sinopse da sua próxima novela). Em mais de mil concorrentes, fiquei entre cinquenta. Na segunda fase não fui aprovado, pois foram chamados doze. Dizem que haverá nova chamada no ano que vem. Quem sabe, dessa vez, eu vou.