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domingo, 4 de dezembro de 2016

Como Safadão e Henrique e Juliano andam me ajudando a fazer poesia na vida

Fui correr e resolvi ouvir uma playlist do Spotify: 2016 na Música. E a chamada dizia algo do tipo: mesmo que ano foi difícil, tivemos coisas boas. Ok! Melhor acreditar! E lá fui eu ouvindo as canções que fizeram sucesso no ano, vindo de tudo, das internacionais às brasileiras, mas não posso deixar de dizer que fiquei admirado com a criatividade dos letristas da nossa terrinha.

As sertanejas são as mais criativas e curiosas. Como sou do tempo que o mais coloquial era "aquele fio de cabelo comprido já esteve grudado em nosso suor", não tenho uma teoria de que hoje ou antes era melhor. Nem é esta a minha intenção. Porém, entendo porque algumas se tornam música chiclete, principalmente, para a moçada de hoje. São simples e diretas, logo, se comunicam

Para começar: Cometi/ A loucura de nossas fotos rasgar/ E uma por uma eu vou ter que colar/ Mas foi na hora da raiva/ Na hora, na hora da raiva. Quem não perdeu a cabeça na hora da raiva, heim? E até rasgou as fotos?

Mesmo que a passionalidade não seja uma atitude legal e quando vamos amadurecendo percebemos que nos entregar a ela não tem mérito algum, sempre acreditei - e digo isso para alguns amigos - há momentos que é preciso não deixar o sangue esfriar. E muitas outras, é preciso aguardar, minutos, horas ou até dias. Porque depois das fotos rasgadas, não há durex que dê conserto.

Mais uma sábia letra: Eu bebo pra esquecer/ Se fosse pra lembrar eu anotava/ E de você não quero me lembrar de nada/ Nada, nada, nada, nada. 

Para mim não existe nada mais risível do que "se fosse pra lembrar, eu anotava". Quem não bebe (ou bebeu) para dar um relaxada e esquecida? Aliás, eu sou desses que algumas doses me fazem esquecer completamente a noite anterior. Verdade! E a bebida se tornou esta mágica do mundo contemporâneo, pois ela nos consegue relaxar e, se tudo der certo, nos faz esquecer. Serve para destruir aquela máxima de que o passado não dá pra mexer.

E por fim, com participação do Wesley Safadão, vamos com essa: Chorou que soluçou, se ajoelhou Pedindo pra voltar e eu só vendo/ Chorou que soluçou, se ajoelhou Ei, pera aí, a Globo tá te perdendo.

Como gostaria de ter dito tão sábias palavras em alguns momentos da vida! É pura poesia para quem dizia: fulano é um artista. Ou, mais direto ao ponto: sicrano é falso!

Não gosto de discutir se isso é ou não é arte ou poesia, pois, para mim, qualquer uma dessas pode ser desde que toque, (re)signifique ou faça sentido. Mas, me impressiona a forma crua de se expressar neste mundo do politicamente correto. Só gostaria que me entendessem que ao palavrão dito ao ser fechado no trânsito também é poesia!

sábado, 26 de novembro de 2016

Por que Black Mirror está fazendo sucesso?

Porque trata do impacto da tenologia levada ao extremo, nos deixando ao final sempre incomodados como fatos e atitudes simples do nosso cotidiano e suas possibilidades.

A primeira vez que assisti foi por recomendação de um amigo. Segundo ele, era um seriado não muito conhecido, perdido no mundo Netflix, porém era bastante inteligente e impactante. Assim, vi  o primeiro episódio tratando do sequestro em que o primeiro ministro da Inglaterra tem como salvar a vítima, fazendo sexo com um porco. Quando os créditos subiram, estava perplexo!

Depois, no trabalho, um colega me sugeriu o episódio Urso Branco. Confesso que foi o programa que mais mexeu comigo. Terminei abismado e pensando no processo criativo dos roteiristas. E o pior, imaginei que tudo aquilo poderia ser verossímil em um futuro muito próximo.

Agora chegou a terceira temporada e vi elogios em colunas de jornal e editoriais espalhados. Assisti o primeiro desta nova safra, Nosedive. O roteiro conta sobre um mundo fictício (será?) que todo mundo recebe avaliação de 1 a 5 estrelas. Como o mote do programa é sempre levar seus temas ao extremo, como seria um mundo que se até para alugar um carro você precisasse de uma nota mínima? Assim, até pra xingar alguém seria uma tarefa impossível, criando-se um mundo à parte. Crimes seriam dizer o que pensa.

O título Black Mirror vem do espelho negro dos smartphones e tablets que vem sendo usado e se tornando quase universal nos dias de hoje. Diante de tantas novidades e possibilidades não é difícil sair sem ser mexido pelas histórias. Por isso recomendo a ser assistida em pílulas homeopáticas, pois as histórias são tensas e não palatáveis, porém inteligentíssimas.

Recomendo!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Inhotim - um mundo fascinante

Há muito tempo me cobrava uma visita a Inhotim, após tanto ler e ouvir alguns amigos da sua ida até o local. Na verdade, o espaço é um banho (literalmente, para mim, pois fui num dia beeeeem chuvoso) de arte moderna e contemporânea nas suas mais diversas possibilidades. Uma viagem inesquecível!

Primeiro, eu recomendo dar uma olhada em algumas obras e exposições ali expostas. Eu mesmo entrei em alguns blogs e vi vídeos do You Tube e saí em busca de algumas coisas que não gostaria de perder. Quando cheguei à recepção, fui marcar os "meus favoritos" e os atendentes foram muito simpáticos me sugerindo algumas coisas. Bem legal isso!

Primeira dica que dou, para quem vai passar um dia, alugue o carrinho e vá fazendo os percursos com ele. Com o carrinho consegui fazer todas as galerias que queria no mesmo dia.

Os belos jardins e a arquitetura dos prédios já impactam à medida que se vai andando. Prédios com grandes vãos, pilotis variados, mistura de materiais e formas fazendo verdadeiras "brincadeiras" com a física. Tudo isso conversando diretamente com a exuberante flora exposta.

Não dá para dizer o que mais gostei, pois tudo vale a pena. E arte contemporânea é isso, ver o que te toca. Mas, vou aqui opinar em não deixar de ver ao emocionante Som da Terra de Doug Aitken. Na Galeria Praça gostei muito do Forty part motet: 40 auto-falantes reproduzem isoladamente a voz de um integrante do coral da Catedral de Salisbury, cantando uma obra polifônica complexa. É de arrepiar.

Na Galeria da Praça também gostei muito a instalação que se pendura uma moeda de dez centavos por uma estrutura muito interessante. Obviamente, são necessárias as visitas ao Desvio Para o Vermelho do Cildo Meireles e a galeria que recebe as obras de Adriana Varejão. Guarde um momento para ir na galeria ao extremo, Psicoativa de Tunga. É impressionante tanto a arquitetura como as obras do artista.

Não dá para dizer faz isso ou aquilo, pois tudo é imperdível. Trata-se de uma mudança de paradigma e na forma de ver a arte. Isso para mim foi marcante, sai de lá na certeza que Minas Gerais recebe um dos principais espaços artísticos do mundo.

Inhotim fica a uma hora de viagem de BH e,inicialmente, achei distante. Após a visita, percebi que se faz necessário também este distanciamento. À medida que vamos caminhando pelas estradas, vamos nos preparando para imersão neste universo.

Boa visita.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Mais Forte que Bombas


Que nossa vida é apenas um recorte ou um simples ponto de vista da realidade não é nada novidade. Muitos filósofos, por exemplo, já falaram sobre isso. Mas, com certeza, este é o elemento mais interessante e fascinante do filme Mais Forte que Bombas que reúne um elenco de primeira, como Isabelle Huppert, Gabriel Byrne e Jesse Eisenber.

O diretor Joachin Trier aposta em interpretações minimalistas, sem grande sobressaltos e um roteiro bastante interessante construído a partir de uma família que procura sobreviver após a morte da mãe. Daí, parte a construção de uma histórica tendo como fio condutor o olhar e recortes que todos nós fazemos para construir nossa existência e formas de sobreviver as tragédias pessoais.

As cenas e acontecimentos dessa família são narrados em perspectivas diferentes e para isso o diretor usa planos pequenos e a câmera fechada aqui ou ali, nos mostrando claramente que tudo, absolutamente tudo, no nosso olhar é apenas recorte. Os significados são construídos e (reconstruídos) por esse ponto de vista e, o mais incrível, podemos também criar novos fatos, mesmo não sendo verdade. Aliás, o que é verdade?

Com certeza, é um dos filmes mais interessante que vi nos últimos tempos. As críticas que li não se empolgaram muito com a película, mas senti uma falta de compreensão do sentido. Portanto, veem o filme com atenção nos recortes e nos pontos de vistas apresentados. Marcante, por exemplo, a mãe que olha o filho brincando com pai e se sente excluída dali e da mocinha adolescente que só lembra do cuspe do rapaz no rosto da professora, mesmo que ele tenha deixado um livro, com seus melhores textos, na sua porta.

Recomendo muito!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vermelho - espetáculo com Antônio e Bruno Fagundes

Vermelho não poderia de ser melhor. Espetáculo estralado por Antônio Fagundes e, seu filho, Bruno, tem dramaturgia de John Logan que assinou, por exemplo, filmes como O Aviador e A Invenção de Hugo Cabret. Assim, a sala TUCA recebe, novamente, a montagem de uma encenação forte e texto refinado que discute as congruências (ou incongruências) da experiência e da novidade.

A montagem tem como ponto de partida a história do pintor Mark Rothko e suas obras que exploram espaços amplos e verticais com cores fortes, sendo um grande nome do expressionismo. Assim, questões sobre a arte e suas mudanças, levam aos dois personagens numa discussão sobre a própria arte e sua necessária transformação. No texto vão citações de Rembrant à Nitzsche para enriquecer os diálogos, sem pesar a mão.

A cenografia de grande dimensões explora a  amplidão tão importante no trabalho de Rothko. A iluminação destaca as nuances e é também muito bem utilizada em momentos marcantes, como a pintura, em vermelho, de uma tela branca. Um grande momento da montagem!

Antônio Fagundes, como era de esperar, está ótimo, competente e incrível em mais esta produção. Bruno não deixa nada a desejar, valendo cada centavo do ingresso.

Temporada 
12 de Agosto a 04 de Dezembro

Dias Sextas e sábados às 21h30, Domingos às 18h00

Duração 80 minutos

Indicação de faixa etária A partir de 12 anos

Local TUCA – Teatro da PUC-SP
Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes - São Paulo - SP

Ingressos
Sextas R$60, Sábados R$80 e Domingos R$70

Clique aqui para saber mais.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Aquarius - filme com Sônia Braga

As redes sociais e a crítica estão elogiando o filme Aquarius em todos os sentidos, ora pela interpretação de Sônia Braga ora pela belíssima história contada pelo diretor Kleber Mendonça. É difícil dizer o que mais agrada, mas a genialidade do roteiro é, pra mim, seu ponto mais forte. 

Sei que algumas pessoas estão gritando "Fora Temer" em algumas apresentações e lá se vão alguns gritos de ordem, como se Clara, personagem de Sônia, estivesse a esse serviço. Talvez a relação tenha sido pela manifestação do elenco no lançamento em Cannes, mas penso que para por ai. No mais, Aquarius é uma crítica a classe média, em que estamos muitos de nós que lemos e fazemos blog, do qual a protagonista também faz parte. Só resta saber para que lado ir e com que armas vamos lutar. 

Quando o letreiro subiu, fiquei alguns minutos em silêncio, impactado com a última cena. Quem, de alguma forma ou outra, não gostaria de terminar algumas situação de forma tão cartática?

Clara é uma senhora de 65 anos que tem uma construtora à sua porta querendo comprar o último apartamento para começar um grande empreendimento à beira da praia de Boa Viagem, Recife. Assim, essa mulher, muito bem alfabetizada, come todas as refeições diárias, tem empregada doméstica, paga por sexo e que pode levar dois milhões pelo imóvel, nega todas as propostas. 

A partir construí-se uma história em que são apresentados elementos de uma sociedade brasileira tão diversa e que a instrução nem sempre significa a capacidade de entender o outro. Aliás, cidadania, para Aquarius, talvez seja a capacidade de se colocar no lugar do outro e "lutar" com "armas" honestas para mudar algo ou alguém.  

Algumas cenas são muito interessantes, como a sugestão de Maria Bethânia para o sobrinho, assim como o papo sobre o filho morto da empregada doméstica que é reduzida a monossílabos na cena da praia, entre Clara, sobrinho e namorada dele. Ali ficamos com aquela sensação clara de que andamos ficando muito frios com o sofrimento do outro. 

Não tenho dúvida em recomendar o filme. Mais um emblemático e importante filme sobre o Brasil que a gente conhece, mas que não quer ver. 


domingo, 28 de agosto de 2016

De Onde Eu te Vejo

De Onde Eu te Vejo, filme com Denise Fraga e Domingos Montagner, dirigido por Luiz Vilaça, tem me rondado desde sua estreia. Mesmo com a atriz principal, como vários outros artistas, falar que era necessário ir na primeira semana, pois isso traduz a manutenção de um longa em uma sala, não fui!

Agora no Now, da Net, fui ver, mas quase desisti minutos antes, pois vi o trailer, novamente, e ele é quase um spoiler do próprio filme. Achei que não tinha muito o que ver. Mas, vamos falar do dele, certo?

O início é meio chatinho, textos longos e sem liga, mas de repente a história de Ana Lúcia e Fábio, que vivem juntos há vinte anos e resolvem se separar,  nos pega. Como já tive relacionamentos longos, me identifiquei com as lembranças do casal dos restaurantes e até mesmo do pão francês do parceiro (a).

O que tem de bom em De Onde Eu te Vejo? O tom dos atores principais, o bom ritmo de Manu (Manoela Aliperti), filha do casal. Imperdível a cena em que Ana Lúcia e Fábio deixa a filha em Botucatu, para estudar, e eles voltam no caminho chorando. Também, os últimos minutos fazem toda a diferença na história.

Não chega a ser um filme marcante, mas é uma bela história para quem curte São Paulo. Falta amarrar algumas narrativas, como o relacionamento de Manu e o namorado e o romance de Ana Lúcia com Marcelo (Marcelo Airoldi).

Vale pela diversão, pelos bons momentos, belíssima fotografia de São Paulo e boa e velha discussão sobre a novidade e inexorável realidade de que a vida passa e "o novo sempre vem".

Bom filme!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

MINHA LUTA 2 - UM OUTRO AMOR

É verdade que já fui melhor leitor ou, pelo menos, lia mais volumes por ano, mas também me meti numa encrenca: ler o segundo livro do badalado autor norueguês Karl Ove, A Minha Luta 2 - Um Outro amor; após o primeiro volume. O tom de desagravo não vai pela qualidade literária do livro, obviamente, pois nem me meteria nesta seara, mas porque Karl, em seu segundo livro, conta suas histórias em quase 600 páginas e isso com o trabalho e o dia a dia não é tarefa fácil.

Mesmo assim, Karl Ove continua Karl Ove, como já mencionei sobre seu primeiro livro aqui (leia a resenha do A Minha Luta 1 - A Morte do Pai). Escrevendo em primeira pessoa, sempre nos deixando em dúvida o quanto é real ou ficção, desta vez navega pela repetitivas questões de relacionamento e família.

Neste volume conta sobre seu casamento com Linda, após uma separação, e seus três filhos e assim, como a rotina tão presente na relações amorosas e familiares podem nos consumir grandemente nos detalhes da vida.

Os bons momentos do livro estão nas descrições detalhadas do cotidiano, por exemplo, da difícil tarefa de participar de um encontro entre amigos com três crianças e como, tão pequenas, são capazes de dominar (para o bem e para o mal) a vida dos adultos.

Não posso deixar de confessar que, em alguns momentos, cansa um pouco o detalhismo de Karl Ove, enquanto no primeiro livro ficou páginas e páginas limpando a casa do pai, agora ele se dedica na difícil rotina entre a vida doméstica e a tentativa de escrever.

Recomendo, sempre, a série Minha Luta que tem já seu quarto livro publicado no Brasil, enquanto eu parto para o terceiro, porém após um descanso. Afinal, tem horas que a gente precisa navegar em outras obras.

Boa leitura.


UM OUTRO AMOR - Minha luta 2
Tradução:  Guilherme da Silva Braga
Páginas 592
Companhia das Letras

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Vem aí a Bienal do Livro de São Paulo...

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), chega à sua 24ª edição, com atrações multiculturais voltadas para celebrar a leitura. O evento que ocorre entre 26 de agosto e 4 de setembro de 2016, no Anhembi, reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras, e trará ao público atrações exclusivas, com presença de autores nacionais e internacionais, lançamentos de livros, tardes de autógrafos, oficinas, brincadeiras e debates.

“Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai” afirma Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL.

Para a criação da programação cultural, além da própria Câmara Brasileira do Livro, o evento contará novamente com a curadoria do SESC São Paulo e do Itaú Cultural. Juntas, as instituições serão responsáveis pela programação do Salão de Ideias, que contemplará discussões atuais e de amplo interesse com escritores, pensadores e artistas, abordando temas de relevância social e cultural.

Na Arena Cultural, os visitantes terão o contato com autores de best-sellers, nacionais e internacionais, em bate-papos e palestras exclusivas. Nomes como Lucinda Riley, Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing, Tarryn Fisher, Marian Keyes estarão presentes nesse que é o maior espaço do evento.

Focado no público infantil, o Espaço Mauricio de Sousa trará diversas atividades interativas, com brincadeiras, teatro de fantoches, pinturas e desenho, além de uma exposição sobre os 80 anos do criador da Turma da Mônica.

O Auditório Edições Sesc São Paulo traz uma programação ligada ao universo do livro e conta com atividades interativas para crianças e adultos, encontros com youtubers, profissionais da área de edição, e apresentações de teatro e música. O SESC São Paulo também trará para o evento duas unidades móveis do BiblioSesc: Praça da Palavra e Praça da História, caminhões-biblioteca com uma programação que vai de contação de histórias a espetáculos de música e literatura, sempre buscando o prazer de ler e de ouvir uma boa narrativa. Para os amantes da gastronomia, o Cozinhando com Palavras chega à sua 4ª edição na Bienal do Livro. Com curadoria do chef André Boccato, o espaço une culinária, literatura e cultura, em uma verdadeira gourmet experience, estilo sarau.

Para discussões sobre o setor editorial, o Espaço Ignácio de Loyola Brandão trará debates institucionais sobre temas como, direitos autorais, políticas públicas, lei brasileira de inclusão, produção e vendas no setor e a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. O espaço foi pensado e criado especialmente para homenagear o escritor que completa 80 anos esse ano, vencedor de vários Prêmios Jabuti e que recentemente foi agraciado com o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras.

Em parceria com a Câmara Cearense do Livro, o Espaço Cordel e Repente dá visibilidade a rica literatura regional, trazendo dois dos principais movimentos artísticos culturais do Nordeste, que também servem de inspiração para outras artes. O Espaço apresentará cordelistas e repentistas para debates e apresentações. Os fãs também terão a chance de conhecer e pegar autógrafos de seus autores preferidos. Serão três espaços: a Arena de Autógrafos, que receberá os escritores da Arena Cultural, e a Área de Autógrafos 1 e 2 com autores convidados pelos expositores do evento. Para maior conforto do público, as senhas para autógrafos da Arena e da Área de Autógrafos serão distribuídas gradualmente pelo site da Bienal do Livro, dias antes do evento começar.

Além da programação multicultural, a Bienal do Livro quer trazer aos seus visitantes mais conforto e segurança. Este ano, a área de circulação será maior, com ruas mais largas de até 10 metros. Para receber as sessões de autógrafos, foram criados mais dois espaços, além da Arena de Autógrafos, que havia na última edição.

O evento será completamente acessível, com rampas de acesso em todo o pavilhão. A área de alimentação aumentou em 30%, além de carrinhos volantes e vending machines.

O evento conta ainda com 280 expositores, autores e editoras independentes. Entre os nomes confirmados estão: Grupo Autêntica, Companhia das Letras, Editora Cortez, Distribuidora e Edições Loyola, Editora Melhoramentos, Editora Moderna, Editora Novo Século, Panini, Grupo Record, Editora Rocco, Saraiva e Sextante.

Serviço
24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
26 de agosto a 04 de setembro de 2016
Pavilhão de Exposições do Anhembi                    
Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana
02012-021 São Paulo – SP

Ingressos
Os visitantes podem fazer a compra antecipada pelo site http://www.bienaldolivrosp.com.br, ou pontos físicos da Tickets For Fun. Até 25 de agosto, serão disponibilizados três pacotes com descontos especiais:

o   Pacote Galerinha: Compre 10 ingressos meias-entradas e ganhe 10% de desconto;
o   Pacote Galera: Compre 5 ingressos inteiros e ganhe 20% de desconto;
o   Pacote Família: Compre 3 ingressos inteiros e ganha 10%.

2ª feira a 5ª feira: R$ 20,00
6ª feira a Domingo: R$ 25,00
Meia-entrada: Estudante / Funcionário SESC SP e matriculados no SESC SP credencial plena
Menores de 12 anos e maiores de 60 não pagam ingresso

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Meu Filho, Lady Gaga está de volta

Foto: Divulgação
A comédia Meu Filho, Lady Gaga está de volta.  A divertida montagem conta a história de uma família brasileira em que o filho sai de casa jovem para estudar ballet na França e anos depois volta trabalhando como performer oficial da Lady Gaga.

Com isso, refletimos as relações familiares, a política brasileira, minorias, homofobia, preconceito, guerra de classes, desigualdade social, xenofobia, corrupção e até o famoso “jeitinho brasileiro”. Isso tudo em uma trama leve, divertida e engraçada.

Lembrando que a peça não conta a história de vida da cantora.

Serviço: 
Texto e Direção: Genes Holder.
Diretor de Produção: Ronaldo Saad.
Assistente de Produção: Cassio Tadeu
Em breve!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Enquanto Todos Dormem chega a São Paulo

Pedro Andrade e Luíz Gustavo Silva, soldados do exército, são convocados para um treinamento em local distante de onde moram. Longe de suas famílias e confinados em um ambiente hostil, eles compartilham suas angústias e a expectativa de um combate iminente.

Em contraponto à tensão, surge a cumplicidade, o respeito e a admiração entre os dois jovens, afeição que os leva a viverem aventuras íntimas.

Conflito e leveza norteiam a trama do espetáculo, uma produção da MACA Entretenimento (RJ), que chega a São Paulo, no Teatro Augusto, para três apresentações.

Sobre a história:

Cenografia e sonoplastia transformam o palco em uma base militar do ano de 1938, localizada no Peru. Ao longo dos sessenta minutos de espetáculo, as lembranças vividas por Pedro, ao lado de seu parceiro, Luíz, são trazidas à cena. Por meio dos diálogos, entremeados de contrastes, é revelada a instigante amizade entre dois rapazes que se transforma em um romance explosivo. “Isto porque se trata da vida de dois garotos cheios de sonhos, inseridos em um contexto nada favorável”, explana Thiago Cazado, que assina o 10° texto de sua carreira.

A angústia velada se esvai nos momentos de descontração entre os dois, “válvula de escape para os dias duros e que faz as personagens se unirem, como se um encontrasse no outro um motivo bom para estar ali”, conta o autor. Pedro, a personagem central da trama, é tímido e reservado. Ele desenvolve por Luíz uma admiração e o toma quase como um ídolo, pois é Luíz quem o apresenta a um mundo de liberdade e adrenalina, com pitadas de provocação sexual. Tal comportamento de Luiz leva Pedro a enxergá-lo como um "oponente desafiando sua libido".

Este é o segundo espetáculo com temática envolvendo a diversidade sexual produzido pela MACA entretenimento. A produtora também é envolvida em produções cinematográficas e já reúne mais de 700 mil views no You Tube.

Em março de 2016, por exemplo, a MACA produziu o filme curta metragem Tenho Local, já com mais de 250 mil views em dois meses de publicado. O filme irá virar um longa metragem, com roteiro já pronto e que será gravado.

Em sua última passagem por Fortaleza, Enquanto Todos Dormem esgotou todas as sessões e deixou muita gente de fora, e conquistou o público. Depois de São Paulo, o espetáculo segue para Belo Horizonte.

Quem apresentar o flyer impresso ou eletrônico na bilheteria do teatro, garante a meia-entrada (R$ 20,00). O flyer eletrônico está disponível na página do Facebook da Maca

Texto e direção: Thiago Cazado
Elenco: Renan Mendes e Thiago Cazado
Assistente de direção: Luiza Pomar
Produção: Marina Falcão
Produtor associado: Mauro Carvalho
Cenografia: Armando Araújo
Iluminação: Ludmila Maria
Trilha sonora: Joaquim Menezes
Contra-regra: Maria Soares
Realização: Maca Entretenimento Enquanto Todos Dormem

Serviço:
Enquanto Todos Dormem
Dias: 08 a 24 de Julho.
Horários:
- Sextas e sábados às 21h30
- Domingos às 19h
Local: Teatro Augusta - R. Augusta, 943 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 01305-100
Telefone:(11) 3151-4141
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

* pagam meia entrada: estudantes; professores da rede pública de ensino; menores de 21 anos; pessoas maiores de 65 anos; e pessoas munidas de panfleto (é possível imprimir o panfleto na página da peça: www.facebook.com.br/macaentretenimento
Vendas: Online pelo site www.compreingressos.com.br ou na bilheteria do teatro.
Classificação indicativa: 16 anos.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Marguerite - a versão francesa da história de Florence Foster

Marguerite, filme que concorreu em 11 categorias ao César (o Oscar francês), não conta a história de uma mulher que não sabia cantar, mas é uma fábula, com pitadas de sátira, sobre o poder nos mais diferentes níveis, do cultural ao social. E alguns podem ir mais além, Marguerite é um convite a discutir sobre a beleza e que não deixa de ser um grande arranjo social (e também de poder).

O filme do diretor Xavier Giannoli é um mergulho a camadas e mais camadas sobre a alienação humana e social, sendo que o melhor disso, mesmo diante do jocoso, a direção não se espalha na caricatura. Em alguns momentos, diante da exposição das cenas e do prolongamento de algumas tomadas, a gente até sente um pouco culpado em rir, livremente, de Marguerite.

Na construção do roteiro estão histórias muito interessantes, por exemplo, a falsa sociedade e seu comprometimento com algo enquanto lhe é favorável; um jornalista falso e que até elogia Marguerite em troca de algum lugar nessa sociedade; a moça boa cantora, porém sem plateia (bem diferente de Marguerite); a busca da heroína pelo olhar do outro e do seu marido; a incapacidade que temos de nos ouvir; a falsidade do mundo... São tantos os temas que, com certeza, eu não conseguiria esgotá-los.

Eu apenas sugeriria que o filme tivesse vários minutos a menos. Em alguns momentos o filme cansa um pouco. Assumo, cochilei! Mas, Marguerite é surpreendente na sua reconstrução histórica e na capacidade de nos deixar, até o último minuto, sem imaginar uma saída possível para a saga toda.Tenho certeza que Holywood, no filme estrelado por Meryl Streep e tem a história baseada nessa mesma mulher, não conseguirá dar tantas camadas em tal produção.

Não deixem de ver!

Minha opinião
:)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Sense8 - imperdível

Os amigos mais próximos sabem da minha impaciência para acompanhar seriados e suas longas temporadas na tevê. Me atrevi a assistir algumas, fiquei até o fim em poucas e várias, deixei pelo caminho. Porém, depois de falarem tanto no tal do Sense8, resolvi investir. E só parei quando os últimos créditos do episódio 12 apareceram.

Sense8 é uma produção da NetFlix que reúne o que há de melhor: dirigida, escrita e produzida pelos irmãos Wachowskis (saga Matrix) e por J. Michael Straczynski (Babylon 5). Partindo do conceito da ressonância límbica (capacidade que os mamíferos têm de entrar em sintonia com as manifestações internas do outro), oito pessoas espalhadas pelo mundo se conectam a partir da morte de Angélica (Daryl Hannah). Diante da fraqueza de cada um, eles vão se tornando fortes a partir da força do outro, por uma conexão desconhecida, revelada aos poucos.

O que é fantástico em todo o texto é a construção profunda dos personagens, com seus pontos fortes e fracos.

Rilley (Tuppence Middleton) é a mocinha, fraca, cheia de conflitos, mas determinada em muitos momentos, começa vivendo na fria e cinzenda Londres e se apaixona por Will.

Will (Brian J. Smith ) é o mocinho, determinado, forte, corajoso, atormentado pelo esteriótipo do pai e mora em Chicago.

Wolfgang (Max Riemelt) é frio e destemido, por isso mora na fria Berlim. No último episódio se revela impressionantemente frio (!!!!!!). Muito interessante o contraponto romântico dos roteiristas, criando uma paixão entre ele e Kala.

Kala (Tina Desai) seu ponto forte é a fé, mas é cientista e vive a crise da possibilidade de um casamento não desejado, cheio de intolerância religiosa  e mora na Índia.

Capheus (Aml Ameen) é o cara esperto e que mora Quênia, quase um brasileiro, trabalha para comprar os remédios da sua mãe, dirigindo pela cidade.

Sun (Doona Bae), coreana, boa de luta, tem tudo para ser a mulher frágil e rejeitada, mas é a grande lutadora e sempre presente nas melhores cenas de ação.

Nomi (Jamie Clayton) é transgênero e mora, claro!, em São Francisco. É interpretado por um ator também transgênero, é hacker e tem uma relação com uma mulher.

Lito (Miguel Ángel Silvestre) é o machão, dramático, por isso seu personagem está na cidade do México. Ator de novela mexicana interpretando personagens viris e vive uma relação com um rapaz sensível.

Neste emaranhado de personagens, com níveis e subníveis dos personagens e histórias, Sense8 tem momentos espetaculares. São lutas, para quem gosta de ação; excelentes textos que vão desde questões afetivas e pessoais a diferenças culturais. Fique de olho, por exemplo, no episódio que há uma grande discussão sobre o amor e relacionamentos quando Lito se separa (maravilhoso!). Para os mais afoitos, fique de olho na cena de sexo grupal entre alguns dos sensates.

Tudo bem que o telespectador tem que ter mente aberta, já que mais um dos trunfos do seriado é da impossibilidade de limites, trazendo à discussão questões como homofobia, intolerância a grupos minoritários (gays, negros, mulheres e religiosos). E isso fica bem perceptível quando a gente ri do diálogo entre Lito e Will ao defender que eles já se conhecem, no último episódio.

A segunda temporada está chegando. Quem não assistiu, não perca tempo, mas recomendo começar a assistir no fim de semana, do contrário poderá ficar preso até alta madrugada e o seu dia seguinte estará comprometido (digo por experiência própria!)

Pra terminar, Sense8 é uma bela oportunidade de fazer o que Capheus explica para Rilley em um dos seus encontros. Como é possível um sujeito tão pobre não ter uma boa cama, mas comprar uma tevê de última tecnologia e assim ele explica: a cama deixa o cara no Quênia e a televisão o leva para longe do Quênia. E como estamos precisando disso nestes dias...


segunda-feira, 20 de junho de 2016

HISTERIA - O ENCONTRO DE FREUD E DALÌ

Foto: Priscila Prade/Divulgação
Histeria, peça que está em cartaz no TUCA, aqui em São Paulo, já se entra cheio de expectativas por seu um texto elogiado em várias montagens pelo mundo, tem direção de Jô Soares e reúne atores e técnicos de primeira.

Mesmo não sendo um texto fácil, o dramaturgo britânico Terry Johnson chega aqui com tradução e adaptação feita pelo diretor Jô Soares. A montagem de sucesso dirigida nos Estados Unidos por, nada mais nada menos, John Malkovich, tem como ponto de partida o encontro que aconteceu entre Salvador Dali e Freud, um pouco antes do início da Segunda Guerra.

Cassio Scapin (Dalí) e Pedro Paulo Rangel (Freud) estão impecáveis em cena, até mesmo o tom acima de Scapin, no início, quase caricato, facilita a imersão ao texto. Sem falar que os dois atores que dão suporte, Erica Montanheiro e Milton Levy, são extremamente eficientes. Confesso, que em alguns momentos, tive a sensação que Erica levava a peça diante da sua exuberância, atuação e importância dentro do texto.

A direção de Jô Soares é extremamente firme e presente. Sem falar nos grandes apoios técnicos: figurino, cenografia, sonoplastia e iluminação. O ponto alto disso tudo é quando Freud  entra em seu inconsciente, com apoio áudio-visual impressionante.

Não tem como não recomendar o espetáculo! Mas prepare-se para duas horas de um texto nem sempre palatável. Tive dificuldade em entender algumas falas, porém por causa de dicção. Mesmo assim, as questões que nos levam a refletir sobre a teoria freudiana, incluindo pontos como o inconsciente, histeria, medos, fé, Deus, surrealismo (aqui por meio de Dalí), etc, vale cada centavo do ingresso.

Bom espetáculo.

Minha Opinião 
:D

Ficha Técnica
Histeria 
Sexta e sábado, 21h, domingo, 19h. 105 min.
Até 31/7/2016
Teatro Tuca – Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo,
tel. 11 3670-8455
R$ 50 (sexta), R$ 60 (sábado) e R$ 70 (domingo)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Magia ao Luar - filme de 2014 de Woody Allen

Mesmo tardiamente, bem tardiamente diria, assisti Magia ao Luar (2014) de Woody Allen. Pela crítica não muito otimista da época fiquei com a sensação de que não valeria mergulhar na história. Mas, diante do mundo perdido do Netflix, resolvi apostar na película, já que estava catalogado como um romance. Romances em dia dos namorados é bem-vindo.

Com certeza, não é um daqueles grandes filmes de Allen. Além de esquemático e muito característico de um roteirista e diretor mais que experiente em cinema, o longa parece seguir regras bem definidas no roteiro. Por isso, para quem curte roteiros e roteirista, penso que assistir Magia ao Luar seja necessário. O diretor-roteirista caminha em fórmulas simples e quase didáticas sobre como escrever um roteiro.

Por outro lado, o filme chega a ser uma boa diversão pela sempre correta interpretação de Colin Firth e simpática Emma Stone. Na história ele é um mágico cético que é desafiado a descobrir o segredo da médium interpretada por Stone. Assim, iniciam as peripécias, ora divertidas e com bons diálogos. A redenção do personagem principal é um dos pontos altos da narrativa.

Vale a pena ver o filme sem muita expectativa, pois são boas as questões apresentadas por Allen. A questão da racionalidade e da crença na magia é um pano de fundo muito interessante, recheado de boas citações e reflexões. Além, de encontrar certo otimismo do diretor, ao defender que para um amor ser de verdade tem que haver um grau de fantasia e magia.

Eu recomendo assistir diante daquela máxima: é bom mesmo um filme ruim de Woody Allen. E também gostei da história, dos personagens e atores, das questões apresentadas e dos diálogos.

Bom filme.

Minha opinião 
:]